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4
2009

A Verdadeira Alquimia


Certa vez um andarilho apareceu numa aldeia da Idade Média. Dirigiu-se à praça central da cidade, anunciou-se como alquimista e que mostraria e ensinaria como transformar qualquer tipo de metal em ouro. Algumas pessoas que pararam para ouvi-lo começaram a proferir gracejos e ridicularizá-lo.

O estranho não se abalou com as chacotas, pediu um pedaço de metal e alguém entregou-lhe uma ferradura, um outro ofereceu-lhe um prego. O alquimista pegou ambas as peças, e ainda sob as risadas dos incrédulos, colocou-as numa pequena vasilha e derramou sobre elas o conteúdo de um frasco que havia retirado de sua sacola.

Permaneceu alguns segundos em silêncio e o fenômeno aconteceu: a ferradura e o prego tornaram-se dourados. Uma sensação de espanto percorreu a multidão que se avolumava cada vez mais na praça. O alquimista levantou as peças de ouro para que todos pudessem admirar a transmutação.

Um ourives presente no local pediu para examinar os objetos e foi atendido. Em pouco tempo, revelou serem as peças de ouro puríssimo como nunca tinha visto. As pessoas agitaram-se e agora queriam ouvir. O alquimista então pegou um grosso livro de sua sacola e disse estar nele o segredo da transmutação dos metais em ouro.

Em seguida, entregou o livro a uma criança próxima e partiu tranqüilo. Ninguém o viu sair, pois todos os olhos mantiveram-se fixos no objeto nas mãos da criança. Poucos dias depois, a maioria das pessoas possuía uma cópia do valioso manuscrito, assim, a receita para produzir ouro passou a ser conhecida por todos. Contudo, a fórmula era complexa. Exigia água destilada mil vezes no silêncio da madrugada e ingredientes que deveriam ser colhidos em noites especiais e em praias distantes.

No início todos puseram mãos à obra, mas, com o passar do tempo, as pessoas foram desistindo do trabalho. Era muito penoso passar mil noites em silêncio esperando a água destilar. Além disso, procurar os outros ingredientes era muito cansativo.

As pessoas foram desistindo. E, à medida que desistiam, tentavam convencer os outros a fazer o mesmo. Diziam que a fórmula era apenas uma galhofa deixada pelo alquimista para mostrar como eram tolos. Assim, muitos e muitos outros, influenciados pelos primeiros, também desistiram. Mas, um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho. Apesar de ridicularizados pelo resto da aldeia, continuaram destilando a água e fizeram várias viagens juntos à procura dos ingredientes.

O tempo correu, e a quantidade de histórias divertidas, e de situações que passaram juntos, desde que começaram a seguir a fórmula, cresceu. O grupo dos aprendizes de alquimia tornou-se cada vez mais unido. Converteram-se em grandes amigos. Até que em um mesmo dia, todos que tinham começado juntos, viraram a última página das instruções do livro, e lá estava escrito:

“Se todas as instruções foram seguidas, você tem agora o líquido que, derramado sobre qualquer metal, transforma-o em ouro. Entretanto, agora você já percebeu que a maior riqueza não está no produto final obtido, mas sim no caminho percorrido. O que nos torna infinitamente ricos não é a quantidade de ouro que conseguimos produzir, mas os momentos que compartilhamos com os verdadeiros amigos”.

(Autor desconhecido)

 

Abraços,

Professor Edmundo


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Sobre o autor: Edmundo Santana

Diretor Geral da Canadian Corporate Coaching Group Brasil. Sócio Diretor da Advance Consultoria e Treinamentos. Consultor e Instrutor em Desenvolvimento de Pessoas. Consultor e Instrutor do Sebrae/PR. Professor de Técnicas de Redação. Fundador do Blog Professor Edmundo Santana. Autor do Livro Fazendo a Diferença - Aprenda Fácil Editora

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