abr
8
2010

A Evolução da Educação no Brasil


Não é nenhuma novidade que defendo com unhas e dentes uma melhoria radical na educação do brasileiro. As coisas estão chegando num ponto lamentável em termos de ensino. Jé disse antes e repito: Nenhum país se desenvolve sem educação. Bem, no caso do Brasil, vivemos a ilusão de que estamos caminhando para o nível dos países desenvolvidos, para mim, puro engano.

Hoje, recebi um e-mail (já havia recebido este mail há algum tempo) que retrata exatamente a evolução do ensino no Brasil. Adorei, achei fantástico e faço questão de divulgá-lo aqui. Meus parabéns à professora que o escreveu, merece toda a minha atenção e respeito. Vamos ao texto:

Evolução da Educação

Professora: Antonia Franco

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao “aluno”: “Que notas são estas…????

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao “professor”: “Que notas são estas…????

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive.

Fica minha participação em tentar, de alguma forma, melhorar o ensino neste país.

Abraços,

Professor Edmundo Santana

Artigos relacionados

Sobre o autor: Edmundo Santana

Diretor Geral da Canadian Corporate Coaching Group Brasil. Sócio Diretor da Advance Consultoria e Treinamentos. Consultor e Instrutor em Desenvolvimento de Pessoas. Consultor e Instrutor do Sebrae/PR. Professor de Técnicas de Redação. Fundador do Blog Professor Edmundo Santana. Autor do Livro Fazendo a Diferença - Aprenda Fácil Editora

11 Comments+ Add Comment

  • Acredito que as inquietações sobre o ensino sejam muito pertinentes nos dias de hoje, mas existem outras formas de discutir e buscar soluções. Ainda que o debate sobre afrodescendentes, indígenas e pessoas especiais (também chamados de minorias) gere polêmica; ainda que exista muita gente utilizando o tema para alcançar cargos políticos e por si só, as estratégias de mudanças sejam contraditórias penso que o fato não pode ser tomado assim… sem contexto científico. Não podemos repetir estes chavões sem saber o seu real significado no curso da sociedade, afinal se é contraditória tal situação, os sujeitos incluídos na categoria “minoria” tem pelo menos o direito de contar a própria história e se ainda assim não concordarmos com a história deles, os mesmos merecem no mínimo o nosso respeito.
    Abraços.

    • Prezada Ana Paula,
      Não sou o autor do texto, mas gostaria que refletíssemos a respeito de algumas questões. Quando a autora faz referência às minorias, acredito que ela não teve intenção de criticar os atos, mas a forma como estão sendo colocados em prática.
      Venho acompanhando algumas atitudes desse governo e, honestamente, não vejo nada além de campanha eleitoral por trás. Ajudar, neste caso, na minha concepção, significa dar condições de melhoria, não colocar as minorias em confronto com a maioria.
      O texto refere-se a um verdadeiro problema nacional, a péssima qualidade da educação neste país e a decadência dela ao longo dos anos. Não tem conotações preconceituosas. Se conseguíssemos melhorar a qualidade do ensino, certamente estas questões não viriam à tona.
      A realidade que me preocupa é a da maioria. A maioria dos estudantes que saem do ensino médio sem a menor condição de enfrentar um vestibular. Me preocupa, quando os alunos me procuram “desesperados” para aprender a fazer um texto de qualidade, quando deveriam ter aprendido na escola, ao longo da vida estudantil. E, isso não se resume apenas às escolas públicas, pois, a maioria dos meus alunos vêm de escolas particulares.
      Melhorar a qualidade da educação, é aumentar o nível de rejeição da política brasileira, então eu pergunto: isso interessa àqueles que fazem as leis?
      Abraços,
      Professor Edmundo Santana

  • Caro professor Edmundo
    Nossa educação está em estado de emergencia. Essa semana li na revista Época uma reportagem falando do estado fisico de nossas escolas públicas e posso afirmar que é degradante. A situação esta grave e não só no ensino em si, mas as escolas, os alunos e nossos professores estão abandonados. E isso faz com que nosso ensino seja um dos piores do mundo. É hora de uma boa reforma na educação.
    Parabéns pelo blog e o texto infelizmente mostra um realidade assustadora!

    • Prezada Rosangela,
      Obrigado pelo comentário. Infelizmente é preciso que falemos, ou pelo menos tentemos, mostrar a realidade do abandono da educação no país. Eu procuro incentivar ao máximo e como posso, a melhoria da educação.
      O problema é que investir em educação não dá votos, pois, o resultado é de longo prazo, quantos políticos realmente desejam isso?? Quantos políticos desejam ser confrontados por uma população que pensa e sabe votar?

      Abraços,
      Professor Edmundo Santan

    • Prezada Rosangela,
      Obrigado pelo comentário. Infelizmente é preciso que falemos, ou pelo menos tentemos, mostrar a realidade do abandono da educação no país. Eu procuro incentivar ao máximo e como posso, a melhoria da educação.
      O problema é que investir em educação não dá votos, pois, o resultado é de longo prazo, quantos políticos realmente desejam isso?? Quantos políticos desejam ser confrontados por uma população que pensa e sabe votar?

      Abraços,
      Professor Edmundo Santana

  • Adorei essa matéria, inclusive quero saber se posso usar este texto para apresentar um trabalho do mágistério onde preciso de uma reportagem sobre a educação no brasil, e essa é exatamente como eu procuro. desde ja agradeço e parabéns adorei seu Blog.

    • Olá Elaine, esse texto não é de minha autoria, mas acredito que sendo utilizado para melhorar e conscienizar sobre a qualidade da educação no Brasil, deve, sim, ser disseminado. Faça bom uso do texto. Obrigado.
      Professor Edmundo Santana

  • Profº Edmundo Santana,
    O exmplo citado pela profª de matemática Antonia Franco,coloca bem nossa realidade educacional,hoje nossos técnicos governamentais em educação priorizam apenas destacar seu nome e não pensam no bem maior da população que é a educação,valores sociais e pricipalmente não valorizam os símbolos do nosso país.
    Parabéns pela sua postura,precisamos e muito de profissionais de seu quilate,Feliz Natal e 2011 com muita saúde e sucesso.
    Grata,
    Regina

    • Obrigado Regina. Desejo o mesmo para você. E que possamos, de grão em grão, alimentar as cabecinhas de nossos estudantes com o que temos de melhor.
      Sobre nossos técnicos governamentais, interessante você ter tocado neste assunto. Estava há pouco lendo na revista Veja, uma matéria sobre a proibição dos livros do grande Monteiro Lobato, por ser considerado por um “técnico” do governo como racismo em determinadas passagens do livro “As Caçadas de Pedrinho”, fazendo referência à Tia Anástacia e outros personagens.
      Nosso maior escritor da literatura infantil, agora é taxado de racista, 62 anos após sua morte. Acho um tanto exagerado. Ainda bem que os manifestos contra foram grandes.
      Precisamos incentivar a leitura, e isso se faz desde cedo. Estimular as crianças com bons livros é transformá-los em amantes da leitura. E digo, um bom começo é Monteiro Lobato.

      Regina, se cada um fizer um pouquinho, podemos mudar muitas coisas.

      Abraços,
      Professor Edmundo Santana

  • Caro Professor,

    Maravilha esse texto da Professora Antônia Franco. Nos dias de hoje, vez por outra, vejo-me discutindo com a minha irmã, que é pedagoga e pós-graduada em psicopedagogia, sobre como aprendíamos na escola dos anos setenta e como se aprende na escola de hoje, tempo que se prega um tal método chamado construtivismo – perdoem-me pela colocação das palavras, não sou especialista, sou apenas um cidadão que enxerga a desconstrução da educação no Brasil em textos como esse escrito pela professora Antônia. Minha irmã diz, como especialista que hoje é, naquele tempo praticava-se a pedagogia da violência onde o aluno era castigado se se desviasse apenas das regras pregadas pela escola onde estudava; era o aluno para enfrentar todos da escola e ainda os pais, que apoiavam as práticas executadas pelos professores. Naquela época o professor era o dono do saber, diz minha irmã. Hoje não, professor e aluno transmitem e recebem conhecimentos; há uma reciprocidade. Com os conhecimentos adquiridos pelos pais, estes já não comungam mais com as pressões que os filhos venham sofrer na escola. Tudo muito bonito nas palavras da minha irmã, que explica, como quer Ana Paula no seu comentário, de modo tecnológico, cibernético, ciêntifico, (…), todos os passos que demos, na história da educação, para chegarmos até aqui. Mas uma coisa minha irmã, nem os mais diversos especialistas que possam haver, explica! Naquela época, ainda na 3º série, já sabíamos ler, escrever, somar, subtrair, dividir, multiplicar, contar, (…); e hoje, uma criança na oitava, e muitos adolescentes terminando ou mesmo com o segundo grau concluído, não conseguem efetuar um simples conta de dividir. Não estou exagerando, isso é o que acontece. Estudei, professor, ainda no tempo de ADMISSÃO AO GINÁSIO. Em se tratando de educação, o Brasil, pelo que tenho visto, através da mídia, não ocupa os melhores lugares no RANKING universal. Estou errado?

    • Meu caro Chico, se me permite chamar-lhe assim. Você está coberto de razão. Nossa posição nos rankings é lamentável. O que vemos é, uma massa de estudantes saindo do ensino médio incapaz de interpretar um texto. Como digo em cursos, decodificar uma mensagem é simples, entendê-la, é outra história.
      Agora há pouco estava lendo um texto do Luis Fernando Veríssimo sobre o Big Brother Brasil. O texto reflete exatamente o que penso do programa (vou postá-lo no Blog). Os valores da nossa sociedade estão mudados, confusos, sem rumo.
      No tocante à educação, acredito ser uma conjuntura a responsável por todo esse drama. Professores mal remunerados, desmotivados. Alunos indisciplinados, pouco preocupados em aprender. Um sistema de ensino fracassado, onde, os métodos por mais “modernos” que se preguem, não ajuda em nada o aprendizado. Falta estímulo para todos; alunos e professores.
      Num país como o Brasil, onde a corrupção se mantém no poder infinitamente, aproveitando-se da ignorância do povo, por que melhorar a educação?

      Abraços,
      Professor Edmundo Santana

Leave a comment